Resposta direta: A Euribor a 12 meses subiu para 3,290% a 28 de outubro de 2026, depois de ter estado em 3,267% em meados do mês. Para quem tem crédito habitação indexado a esta taxa no Porto, a revisão anual da prestação reflete sempre o valor da Euribor no mês de revisão mais o spread contratado — o que significa que quem revê o contrato agora paga uma prestação ligeiramente mais alta do que há duas semanas.
Euribor a 12 meses sobe para 3,290% em outubro de 2026
Depois de um período de relativa estabilidade ao longo de outubro, a Euribor a 12 meses — o indexante mais usado nos créditos habitação com revisão anual em Portugal — fixou-se em 3,290% a 28 de outubro de 2026, um ligeiro aumento face aos 3,267% registados a 23 de outubro. Este tipo de oscilação pequena, de poucos centésimos, é normal e não deve ser confundido com uma mudança de tendência — mas tem impacto real e imediato em quem revê o crédito precisamente neste período do mês.
Para um crédito habitação de 150.000€, a 30 anos, com um spread de 1,1% — valor comum no mercado português —, a taxa de juro total passa a ser de aproximadamente 4,39%. Na prática, a diferença entre uma Euribor de 3,267% e de 3,290% representa poucos euros por mês na prestação, mas confirma que quem assume um crédito indexado à Euribor nunca tem um valor de prestação totalmente estável de ano para ano.
Porque é que a prestação só muda uma vez por ano (na maioria dos contratos)
A maioria dos créditos habitação com taxa variável em Portugal tem revisão anual, o que significa que a prestação só muda uma vez por ano, na data de aniversário do contrato — independentemente de a Euribor subir ou descer várias vezes durante esse período. Quem comprou casa no Porto em outubro de 2025, por exemplo, vai ver a prestação ajustada agora, em outubro de 2026, com base no valor da Euribor neste momento, e não com o valor de qualquer outro mês entretanto.
- Revisão anual: o valor da Euribor usado é o da data de aniversário do contrato (ou o mês imediatamente anterior, consoante o banco).
- Revisão semestral ou trimestral: menos comum, mas existe em alguns contratos mais antigos — a prestação ajusta-se com mais frequência, refletindo oscilações mais pequenas da Euribor a cada revisão.
- Taxa fixa ou mista: quem optou por taxa fixa (ainda a rondar os 6% nos novos contratos) ou mista não sente este ajuste durante o período de taxa fixa inicial, mas fica exposto à Euribor depois desse período terminar.
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O que fazer se a sua prestação vai subir na próxima revisão
Quem compra casa em freguesias como Paranhos — uma zona do Porto muito procurada por quem está a comprar a primeira casa, com preços mais acessíveis do que o centro histórico — e recorre a crédito à habitação indexado à Euribor deve preparar-se para esta oscilação anual, especialmente em anos de maior incerteza quanto à política monetária do Banco Central Europeu.
- Simule a prestação com a Euribor atual antes da revisão, para não ser surpreendido no mês do aniversário do contrato.
- Avalie a portabilidade de crédito se o seu banco atual não oferecer condições competitivas — por lei, o banco de origem tem 10 dias úteis para responder a um pedido de portabilidade.
- Considere a amortização antecipada parcial se tiver poupança disponível, tendo em conta a comissão aplicável (até 2% em taxa fixa, até 0,5% em taxa variável).
- Reveja o seguro de vida e multirriscos associados ao crédito — nem sempre o seguro mais caro é o que o banco exige, e trocar de seguradora pode compensar o aumento da prestação.
Taxa mista continua a ser a escolha mais comum
Nos últimos trimestres, a taxa mista — um período inicial de taxa fixa seguido de taxa variável indexada à Euribor — consolidou-se como a opção mais procurada pelos novos compradores em Portugal, representando cerca de 80% dos novos créditos habitação contratados no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Banco de Portugal. Esta preferência reflete precisamente a incerteza quanto à evolução futura da Euribor: a taxa mista permite alguns anos de previsibilidade total na prestação, sem fechar a porta a condições potencialmente mais vantajosas no futuro se a taxa variável descer.
Quem está a comparar propostas de crédito habitação no Porto deve pedir simulações completas para os três regimes — fixo, variável e misto —, incluindo o cenário de subida e de descida da Euribor ao longo dos anos de taxa variável, antes de decidir qual se ajusta melhor à sua situação financeira e tolerância ao risco.
Perguntas Frequentes
A Euribor vai continuar a subir nos próximos meses?
Ninguém pode garantir a evolução futura da Euribor com certeza — depende sobretudo das decisões de política monetária do Banco Central Europeu. O mais prudente é simular a prestação com diferentes cenários de taxa antes de decidir entre taxa fixa, variável ou mista.
Qual a diferença entre a Euribor a 3, 6 e 12 meses?
São prazos diferentes do mesmo indexante, usados em contratos com periodicidade de revisão distinta — 3 meses para revisão trimestral, 6 meses para semestral e 12 meses para anual, que é a mais comum em Portugal. Os três valores costumam andar próximos, mas não são iguais.
Como sei exatamente quando a minha prestação vai ser revista?
A data de revisão está definida no seu contrato de crédito habitação, normalmente associada à data de aniversário da escritura. Pode também confirmar junto do seu gestor bancário ou consultando o plano financeiro que lhe foi entregue na altura da contratação.
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